Nos limites risíveis da representação

Luara Learth apresenta esta ação no evento Performance, cidade, corpo, política, realizado na UnB em 2012. Com pequenas velas de aniversário ela  demarca o espaço colocando-as na parede. Depois, ela abre uma garrafa de pinga e se embriaga completamente: é nesse estado, de busca pelo ridículo, quando já não se pode medir mais o uso das palavras, onde se esvai o bem-senso, que ela deixa dúvidas entre o limite da apresentação e da representação. Alguns objetos de criança com referências pessoais contadas são chamados de “ebózinhos”. Ela é atriz, deixa isso evidente desde o início com o humor que revela o seu desconforto para fazer performance. Luara brinca, distribui pinças para que as pessoas a ajudem a fazer um caminho de pentelhos na parede. A fuleragem é isso, ri de si mesma sem medo do ridículo. É preciso ter coragem para assumir o humor em meio à sisudez da arte contemporânea.

 

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