Fuleragem

Fuleragem

Alguns artistas e grupos performáticos não se sentem contemplados pelo uso do conceito de performance, que, por mais escorregadio que seja, tem sido amplamente divulgado principalmente nos meios artísticos e acadêmicos com certa inclinação a  definir esta linguagem. Esta questão é percebida quando não se fala em linguagem consensual, mas se pode apontá-la, então a instituição da performance não é vista, mas já está introjetada.

A fuleragem é um conceito criado Grupo de Pesquisa Corpos Informáticos (GPCI) que existe há mais de vinte anos e é coordenado pela Prof. Dra. Maria Beatriz de Medeiros na Universidade de Brasília. Em sua formação atual o GPCI conta com: Diego Azambuja, Camila Soato, Fernando Aquino, Mariana Brites, Maria Eugênia Matricardi, Mateus Carvalho, Natasha Albuquerque, Márcio Mota, Jackson Marinho e Fabrício.

O conceito de fuleragem não busca definição exata. Este converge com a indisciplina da linguagem performática, no entanto, despreza a estratificação de um conceito sedentário e acadêmico, prefere à precariedade, a gambiarra, o nomadismo vagabundo que transita, trai e contamina. Política lúdica que se faz além do discurso. Esta visa romper os limites do corpo na brincadeira, na percepção de mundo da criança nietzschiana que cria para si novos conteúdos simbólicos, inventa outros conceitos a fim de reinterpretar o mundo com um olhar fresco, revigorado por sua própria lógica de sensações. O corpo cria outras qualidades de pensamento, para isso é melhor estar com as mãos sujas de terra e boca lambuzada de manga.

“A performance não precisa ameaçar: sendo lenta, pouca, gerando imprevisível, ela possui forte manancial para deslocar membros e     membranas. Corpos Informáticos se interessa por esta delícia: expectativa. Fazer aguardar regando lentamente o desejo e penetrar, com os poros sugando o vento, com as narinas perseguindo o movimento.” (MEDEIROS e AQUINO, 2011, Pg.47).

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Referências:

AQUINO, Fernando; MEDEIROS, Maria Beatriz de (org.). Corpos Informáticos. Performance, corpo, política. Brasília, Editora PPG/Arte, 2011.

http://www.corpos.org/

http://corpos.blogspot.com.br/

http://www.performancecorpopolitica.net/

http://www.mar-iasemver-gonha.net/

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